quarta-feira, 27 de abril de 2011

Quando eu crescer...

Muitas coisas podem acontecer quando você vira "gente grande".
Você pode ficar famoso, pode morar sozinho, comprar um carro, viajar com o próprio dinheiro, pode casar, realizar sonhos, comprar uma casa de praia, etc... Você pode ser e fazer muitas coisas boas, na melhor perspectiva e na melhor das expectativas. Você faz planos, constrói idéias, busca fazer aquilo que a sociedade demanda e tenta satisfazer os seus mais íntimos desejos, porque você é adulto e por isso, pode tudo.

Bom, os otimistas que me perdoem, mas ser gente grande é uma m****!
E sou uma adulta que, há cinco anos, era anônima e hoje as pessoas param para falar comigo na rua. Realizei dois dos meus maiores sonhos: ser reconhecida no meio da moda e ganhar um prêmio de literatura. Já viajei com meu próprio dinheiro, moro sozinha e até o meio do ano estarei "casada". Jamais pensei que ia conseguir tudo isso aos 23 anos. E espero conseguir muito mais. Porém, e o resto? Ser adulto não é seguir à risca uma lista de "wanna be & do" que você fez quando tinha 15 anos. E o que você não espera? E as fatalidades? E os imprevistos? E o ... destino? É minha gente, esse tal de destino é um pé no saco. Pior, ele até vai, mas o fato de que não podemos dominar nossa própria vida porque dependemos de diversas outras pessoas é um tanto frustrante.

Por favor, não ache que eu estou reclamando da minha vidinha. Longe de mim!
Simplesmente reflito sobre o quanto as pessoas imaginam como será o futuro e o quão diferente as coisas acabam sendo. Até agora o meu plano está indo bem. Algumas falhas aqui e acolá, mas no fim das contas, tudo o que fugiu do previsto acabou resultando em benefícios.

A parte chata de tudo isso é pagar contas, tentar provar para os pais que é capaz de ser independente, mostrar que é um indivíduo que merece respeito, se posicionar na sociedade, cuidar da alimentação e ouvir abuso do chefe.

Enquanto driblo as normas de conduta social (porque as detesto), tento ser mais uma pessoa no mundo que segue o padrão. E dentro das minhas vontades e visão de mundo, quebro um a um os blocos que montam a muralha do "dever ser".
Melhor que "dever ser" é "ser quem você é".
É isso que todo mundo deveria querer, quando crescer.

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