Muitas pessoas colecionam coisas.
Umas são fixadas em tampinhas, selos, obras de arte, revistas, filmes, canecas...
Outras em esmaltes, cadernos, animais, armas, ímas de geladeira...
Tem gente que passa a vida colecionando um monte de tralha, que não tem importância para ninguém, até mesmo para elas mesmas.
O lance é juntar um amontoado de coisas em um cantinho e cultivar aquilo por carinho, por curtição ou simplesmente por mania.
As coleções influenciam tanto seus colecionadores que eles se apegam fortemente à elas. E nada mais trágico do que um boneco quebrado, uma moeda faltando, um selo rasgado ou um filme com defeito. Tem gente que diz ser insubstituível a coisa danificada.
Mas e quem coleciona histórias, pessoas, sonhos?
Como ficam aqueles que são fixados em lugares, viagens, desejos, promessas?
E os que colecionam sentimentos?
Nunca é fácil dizer adeus à esses ítens preciosos, que somente quem coleciona sabe o valor que eles têm.
No fim das contas, todas essas pessoas colecionam memórias. E como abrir mão da própria história?
Diferente da maioria, essas coleções vão se perdendo com o tempo. Pessoas passam, promessas não são cumpridas, sonhos não são realizados... Mas a paixão pela vida e a vontade de manter todas as lembranças acesas na memória é o que nos mantém colecionando, dia após dia, tudo o que vivemos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário