Lá fora, trovões e relâmpagos,
enquanto aqui dentro, meu mundo anda desassossegado.
Janelas fechadas, cobertores, música lenta, café quente, gatinhos no colo,
nostalgia no ar.
O cheiro de chuva sobe pela casa, o mormaço do dia chega com sentimento de antigas lembranças
que não desejo recordar.
Já não penso mais em como seríamos num futuro próximo,
nem conto com a sua presença no jantar.
Já nem sei mais que dia da semana você volta,
nem os lugares que gosta de freqüentar.
Mas algo me prende ao seu falatório distante,
à sua voz dissimulada,
seu comportamento revoltante,
sua alma desabrigada.
Lá fora o mundo se acaba,
e as águas aqui dentro rolam...
pelo travesseiro, pela memória.
4 comentários:
Gostei, voce conseguiu colocar em palavras os sentimentos que sentimos no cotidiano. Parabens Bia, continue persistindo pois nao importa o que lhe digam, VOCE É MUITO BOA NO QUE VOCÊ FAZ!
Ah...só pra deixar claro existem certos motivos que nao posso me identificar, porem lhe conheço de longas datas, a mais ou menos 10 ou 11 anos. Torço por voce!
MUITO bom
adoro que a criatura não pode se identificar, torce por mim, mas praticamente diz que as pessoas não botam fé em mim e eu tenho que continuar porque, no fim das contas, sou boa. ai, paciência, Senhor!
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