Há, exatamente, um ano tudo estava igual.
Na passagem do tempo, às vezes, perdemos muitas coisas,
ao passo que ganhamos experiência e sabedoria.
E quando as coisas não mudam conforme deveriam?
E quem disse que existe um curso específico para as coisas seguirem?
Esperamos demais dos outros, do mundo, da vida, das coisas e de nós mesmos.
O que acontece é que, nem sempre, as mudanças são significativas,
nem sempre as coisas são conforme enxergamos,
nem sempre nos tornamos melhores
e nem sempre nos curamos das dores.
A contagem do tempo, em anos, me parece ineficaz.
Dentro de nós, um ano já não é tanto.
Depois dos vinte, então, quase nada.
E tantas vivências acumuladas resultam num misto de coleções.
Há um ano eu estava exatamente no mesmo lugar.
Mas se parar para pensar, rodei meio mundo, andei por aí,
quis e procurei mudar...
Se hoje ainda estou aqui é porque deveria estar,
e mais outro ano chega em mim
para mostrar, provar, sentir e criar.
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