Eu tenho essa fome, esse desejo, essa vontade louca de correr mundo,
aprender tudo o que for possível, viver as mais profundas experiências,
sentir mais do que tudo, que, apesar de toda a mágoa e sofrimento,
eu ainda estou bem viva.
Há um desassossego, bem lá no fundo da alma,
algo que faz palpitar o coração,
uma inquietação gritante
que manda eu fazer tudo o que faço,
fazer e desfazer todos os laços, procurar novas loucuras
que me permitam errar hoje e sempre mais.
Diante do precipício, sinto o vento forte que assanha meu cabelo,
grito bem algo qualquer coisa, não consigo parar de sorrir...
A liberdade que só esses momentos proporcionam,
é algo que se deve sentir, pelo menos se permitir sentir...
E vez ou outra, enquanto o mundo me chamar, e nele você caminhar
espero esbarrar nas suas costas, enconstar a minha mão na sua,
contar causos e histórias que vivemos, matar uma saudade antiga,
redescobrir as velhas piadas, cantar algumas canções,
morrer de rir com o passado, e trocar novos beijos
para, quem sabe, recuperar o tempo que passou.
Um comentário:
Você escreve muito bonito, Bia!
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