No momento em que enconstei minha mão na outra, e senti um desespero tremendo, foi quando eu soube que sentiria mais saudades do que imaginava.
Apertei os dedos com força, espremi meu corpo no do outro e aconcheguei minha cabeça em seu braço, fechei os olhos e, pela primeira vez, percebi que vou sofrer.
Tudo acontece muito depressa, nem dá tempo de pensar no pior...
E como vai ser quando a falta for mais cortante que a tentativa de esquecimento?
E é pra existir esquecimento? Será que eu não posso só esconder os sentimentos num lugarzinho especial e trazê-los todos à tona daqui há um tempo?
Enquanto me faço mil perguntas, o relógio marca três e meia da manhã, já são duas horas a mais que se passaram, e eu infelizmente (sim, é triste), me toquei da imensa falta que fará todas as gargalhadas e sorrisos bobos...
Quisera eu pensar que no fim das contas, eu faço drama demais,
que o tempo passa rápido quando se é feliz, e ambos seremos.
Quisera eu acreditar que aquela pessoa não se esquecerá de mim...
que manterá uma chama ascesa em algum lugar...
que desejará concretizar tanto que não se pode por conta da distância...
O que me mata é o desejo de estar perto,
e poder, ainda que somente naquele instante,
ter tudo o que adoro só pra mim.
Um comentário:
Muito bom.
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