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Depois de algumas doses de adrenalina e loucura, mais uma chuvinha fina descendo pelos vidros do carro, percebi:
não adianta. Podem dizer muitas e muitas coisas, posso ouvir algumas delas, mas no fim das contas, tudo só vai começar a se resolver se eu tomar a iniciativa. Dar o primeiro passo. Sim, é sempre o mais difícil.
É uma coisa a se realizar. Preciso apertar o play, encarar as coisas. Dormir o tempo todo, se embreagar todo dia, consumir carteiras e mais carteiras de cigarros, não vai me levar direto ao ponto. Crucial, o ponto crucial.
Preciso de uma Rehab. E bem ao contrário de Amy, eu clamo por uma.
Alguma alma bem resolvida que possa me ajudar? Desejo apenas um pouco de colo, segurança e atenção. Compreensão também, se for possível.
Ao passo que todos se comovem, idolatram ou repugnam a dor fictícia, eu acolho a minha. Guardo-a num lugarzinho, aqui dentro. Ela existe, mas eu posso controlar.
Equanto isso, é tudo uma questão de dança:
um passo na frente do outro, em cada curva, uma reboladinha,
e cuidado pra não cair do salto,
mas qualquer queda, é compreensível. O público aplaude e a gente se levanta, como se nada tivesse acontecido.
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2 comentários:
Poxa...
Eu aplaudo de pé.
meu bem, aprenda: é maravilhoso quando se tem o controle das "coisas".
por isso saltos altos são tão desafiadores.
:)
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