São poucos os dias como o de hoje.
Poucas as vezes que acordamos surpreendidos, por uma voz estranha, mas tão particularmente familiar;
raras as vezes que olhamos nos olhos, e sabemos exatamente quem aquela pessoa é, mas ali, diante de nós, é totalmente estranho;
mais raras ainda as vezes que podemos nos sentir verdadeiramente bem diante do estranho tão conhecido.
Dizem que a raridade se assemelha à peculiaridade. O raro é especial.
Hoje foi um dia essencialmente especial.
Porque também são raras as vezes que a gente senta no chão, come pizza com as mãos, ao lado da pessoa que mais nos entende e conforta, além de nos divertir inevitavelmente. Sem contar, com a apreciação eufórica da melhor 'fighter' que holliwood já viu. Graças ao meu querido Tarantino e sua queda pela violêcia explícita e, nesse caso, nada gratúita.
Entre um sorvete e um filme, pode existir muita coisa, e muitas pessoas.
Mas o que importa para mim, é que, no fim do dia, eu tenho aquela sensação de felicidade transbordando por cada poro do meu corpo. E ai é quando eu sei, que não trocaria nada por esse momento.
*
Nenhum comentário:
Postar um comentário