terça-feira, 19 de agosto de 2008

Estar ou não estar? Eis a questão...

Me sinto só.
Um vazio que os amigos não preenchem.
A pura solidão que só aqueles que amam inevitavelmente, sentem.
E o dilema:
estar só, me consome, mas pensar em dividir a vida com alguém, mais uma vez, me mata.

Sinto falta, sim, de alguém comigo. Daquele ombro que não é só amigo, do carinho cheio de amor e não só ternura, do olhar profundo, demorado... E esse olhar até me persegue, mas enfim, não é meu namorado.
Mas e ai? Isso é forte o suficiente para eu querer me arriscar em um relacionamento? Passar por todas as provações, conflitos, encarar defeitos, concertá-los e me entregar de corpo e alma? Estou mesmo disposta a isso?
Pois é.. Não sei.

A que ponto chegarei com todas as minhas confusões, eu também não sei.
Meto os pés pelas mãos, mantendo contatos, banalizando meus sentimentos, gritando 'eu te amo' para todo mundo... Será que estou catando afeto? Procurando me prender?
Ou simplesmente jogando os dados, correndo riscos, sem saber o que vai me acontecer, ou o que vai cair na minha rede?
Nem idéia.

Queria concertar meu coração. Acalmar minha alma.
Deixar correr o tempo, sem tomar nenhuma atitude, simplesmente deixar o rio desaguar no mar, sem pressa.
Mas e minha carência?
Por um bom tempo, eu dizia que não sabia ser só. Que precisava sempre estar com alguém.
Mentira. Descobri que era auto enganação.
Precisar mesmo, eu não preciso. Mas bem que eu queria.
Como estar com alguém se estou aversa à manter alguém na minha vida?

É.. sou inegavelmente intolerante. Você já deve estar de saco cheio dos meus dilemas e reclamações.
Vou deixar você ir.
Continuarei aqui, pensando, num modo de resolver as coisas. Numa maneira de sofrer menos, ou de, pelo menos, não me machucar.


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