Todos os medos do mundo confinados numa bola de cristal,
e eu seguindo, querendo esquecer sobre tudo,
numa nostalgia maldita que mata a cada segundo
um pedaço de alguém que desejo ser.
O tempo não para
para que eu possa descer.
O bonde da vida vai e me leva consigo.
Mesmo que não queira ir tão longe.
E os anseios vão-se comigo.
Por que mesmo tanta tristeza?
Não lembro de ter sido diferente.
Dizem que é o diabo que atenta,
que é melhor se benzer,
mas se nunca me reconheci em água benta,
água ardente, pode ser?
Todos os medos do mundo que andam comigo,
debaixo da cama, sempre escondidos,
me empobrecem a alma.
E no embalo das coisas que andam sem sentido,
me descubro afagando os próprios cabelos,
sussurrando baixinho ao pé do ouvido: calma.
Nenhum comentário:
Postar um comentário