Sabe... já quis ser muita coisa.
Desde criança era fascinada pelos mistérios do mundo.Lembro bem da fase que queria ser astrônoma, trabalhar na NASA e descobrir o motivo da nossa existência. Depois veio a fase de ser antropóloga, também para descobrir de onde viemos. Dai veio a fase Egito. Resolvi que queria descobrir mais sobre antigas civilizações, principalmente a egípcia. Em todas essas fases existiu a presença fiel e escudeira do meu avô, que sempre me oferecia uma série de títulos que gradava em sua biblioteca a fim de incentivar minhas idéias meio malucas.
Depois de um tempo comecei a fase escritora (a qual persiste até hoje). Queria ter livros publicados e fazer sucesso com a crítica. Escreveria romances que virariam filmes e poemas que virariam cartões. Essa fase foi seguida pela fase justiceira. Pois é... meti na cabeça que tinha que me formar em Direito para concertar tudo o que existe de errado no mundo. Mas esse período não durou muito. De fato, foi que mais chegou perto de ser concretizado, pois cursei Direito, mas logo de cara percebi que o meu sonho seria uma frustração só. Jamais conseguiria mudar o mundo assim. O sistema é falido e podre. Não era o meu lugar.
Só havia uma coisa que eu jamais tinha deixado de ser. Em meio a livros de astronomia, poemas de Álvares de Azevedo e Direito Penal, nunca abandonei a paixão pelo belo. Sempre tive uma ligação, talvez boba, com a estética, as artes, os desejos. Sai da faculdade de Direito e fui direto para o meu destino final: a moda.
Essa fase é a vigente no momento. Mas hoje descobri que posso ser muitas outras coisas se for "moda". Nesse exato instante quero ser viajante. É isso aí! Quero conhecer culturas e lugares, experimentar, falar outras línguas, descobrir outros mundos, aprender, assimilar, agregar, construir... Tenho esse desejo imenso de sair por aí, vivendo momentos únicos em diferentes países, regiões, endereços, códigos postais, tanto faz!
Espero conseguir ser alguma dessas diversas coisas que quis ao longo do tempo. Se pudesse, seria todas juntas, pois existe uma paixão enorme por cada uma delas. Só espero contar ainda com a biblioteca do vovô , as estrelas lá no céu, as pirâmides do deserto, autores como Martha Medeiros, juristas como Cecília Lobo, estilistas como Lino Villaventura e amigos como Rafael Castelo para me incentivarem nessa árdua tarefa de ser tudo aquilo que sempre quis.
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