terça-feira, 16 de novembro de 2010

Limite

Quando é mesmo que alcançamos o limite?

Além dos nossos próprios preceitos, valores, crenças e certezas
reside a fraqueza que, quando despertada, insiste em nos abater.
É nela que está troféu do inimigo ou, pelo menos, a chance de vencer.

Diante do perigo iminente
Até que ponto resistimos sem nos entregar completamente?

Muitos dizem que depende da fé, outros, da força,
outrem, da coragem... eu digo que não depende de ninguém
e só de si mesmo.

Se encontrarmos um motivo que nos leve adiante, o limite é inexistente.
Paramos se quisermos e continuamos se algo nos instigar.
O estímulo parte de qualquer coisa que nos atente à vitória e nela depositamos conquista,
e até chegarmos ao destino, carregamos esperança.

A última que morre, ainda que adormecida no coração dos homens,
todo dia, uma nova chama há de ascender.

Temer o futuro, fraquejar diante da luta, pensar duas vezes, recear, tremer, desviar...
tudo faz parte do contexto em que vivemos, dos medos que despertaram,
da vida que nos cerca, da violência crescente, das injustiças postas, da falta de fé, lealdade, amizade, compaixão...
Um mundo cheio de vícios, destruído pelo poder.
Diante do caos que impera, até que ponto resistimos sem entregar os pontos?

Para aqueles que acreditam que basta um empurrãozinho para que se comece a lutar sem medo,
aqueles que torcem para que os cegos enxerguem a verdade e não temam enfrentá-la,
para aqueles que não desistem de combater as mazelas da vida e não se entregam perante às sombras que dominam a alma...
para todos os homens que desejam fazer desse mundo um lugar melhor,
esqueçam seus limites.

Construam outras muralhas, delimitem outros pedaços de terra, construam novas cercas, aumentem suas linhas do horizonte,
pois nos tempos de agora, não há razão para barreiras e obstáculos.
Deixem o caminho livre, deixem o homem passar,
abram caminho para o combate entre a subjetividade intrínseca e a racionalidade vulgar.


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