sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Irrealizável

"Sim, que seja despeito, amargura ou pura manifestação do ridículo,
mas eu odeio manifestações explícitas de carinho, quando tais expressões de sentimento eram direcionadas apenas, única e exclusivamente à mim."

De certo, quando li o parágrafo acima, tive uma crise de riso.
Que pessoa consegue ser tão infantil ao ponto de enviar um bilhete anônimo
com tal afirmação?
Até onde as pessoas vão chegar com seus sentimentos egoístas e auto destrutivos?
Ciúmes, sentimento de posse, machismo... são muitas as correntes.
Somos livres para amar e desamar quando o coração bem entender.
Precisamos seguir em frente e aceitar, em doses periódicas de sofrimento e superação,
ou em uma única dose cavalar de determinação,
que aquele tempo já passou, foi vivido e nada o trará de volta.
Nenhuma lembrança poderá recuperar tudo o que já se perdeu.

Se agora está sozinho ou já se está com outro alguém, que importa?
A menos que ambos tenham sentimentos restantes, nada mais há de ficar
se não o passado.

E a sombra desse último nos persegue, dia após dia, em bilhetes anônimos, mensagens de madrugada, ligações no meio do dia...
Pois ainda estamos ligados pelo irrealizável e separados por aqueles que conosco caminham.

Um comentário:

Rafa Britto disse...

Adorei. E é, vamos brincar de viver né? Uma prima falou dia desses:
"A vida é agora! Passado, presente e futuro todos fazem parte do agora. Resta saber o que se vai fazer com td isso..."
Vou até desenvolver o tema num post também... ;)

Beijo pra tu!