quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Agora.

De repente comecei a entender coisas que não entendia antes.
Todas as coisas que tinham acontecido comigo, os longos anos imersa em tristeza e escuridão,
as vezes que viajei por muito tempo, desprendida do mundo, cheia de idéias e receios...
os amores estranhos e esquecidos, as lembranças furtivas...
coleções de memórias que nunca acabavam.

Mãos cheias de tudo e vazias de nada.

As perguntas que se debatiam por dentro ainda permanecem,
mas a busca por respostas tornou-se árdua.
Vejo mais clareza e sentido nos detalhes ínfimos e os medos já não fazem parte do dia-a-dia.

De repente a chuva de prata parou e um eterno verão começou a vigorar.
O bafo quente vindo do norte encontra a brisa que chega do mar...
Ouço músicas todo o tempo,
vejo esperança em cada esquina,
enxergo além do meu limite.

De repente nada mais era como antes.
Posso ficar horas sentada nas escadas, no campo, nas janelas,
admirando a noite confortante,
divagando sobre outrora e relembrando sentimentos.

Agora é hora de seguir em frente.
Tempo de aceitar o presente,
contemplar o passado,
e ter fé no futuro.

Um comentário:

Anônimo disse...

Gosto muito de te ler.
Continue escrevendo.
Beijos