Pode ser que lá na frente eu nem vá sentir nada,
o mundo vai mudar tanto, que os medos de hoje não serão os de então,
os anseios e receios ficarão para trás, uma paisagem morna
numa pintura antiga...
Pode ser que depois de tudo,
eu já nem me sinta como hoje...
Essa montanha-russa de sentimentos,
bipolaridade de comportamento,
dúvidas entre o certo e o errado...
Toda essa confusão que permanece me mal tratando,
uma hora já se apagará.
Mas enquanto eu não sei,
enquanto a dúvida do futuro paira no ar,
vou me matando aos poucos, esperando essa hora chegar...
Sofrendo de véspera, como os amigos querem dizer,
mas eu bem sei que nenhum sofrimento é antecipado
quando existe muito bem - querer...
E são tantos que se vão!
Tantos os que já me deixaram!
Que agora o pranto é mais profundo,
pois o mais importante será exilado...
Não é mais um que de despede do meu coração,
mas aquele que guarda todas as chaves,
conhece todos os caminhos
para a minha redenção.
Então, pode ser mesmo que amanhã eu não me sinta mais assim...
que tudo o que vivi fique guardado,
num lugarzinho escondido, bem lá dentro de mim,
mas enquanto a dúvida andar por aqui,
não respondo pelos meus atos,
nem pelos meus passos,
nem pelos meus amassos...
*depois de uma breve conversa ao telefone.
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