quinta-feira, 24 de setembro de 2009

dia 23

No dia 23 eu amei o mundo.
Tudo o que eu mais temia, não aconteceu.
Os telefones continuavam tocando, as mensagens e presentes chegando, mamãe me beijando, amigos me afagando, carinho por todo lado, amor exarcebado,
e eu amando muito tudo isso.

Pela primeira vez, em meus 22 anos recém completados, eu pude sentir um aniversário. Pude fazer realmente parte de toda a felicidade, pude aproveitar cada momento, cada ligação, cada recado, cada presente, cada gesto. Foi como se durante anos houvesse um peso, que me deixava absolutamente incapaz de me dedicar à mim mesma, e só pensar nos infortúnios que me aconteciam.
Hoje, eu estou livre...
Para sorrir, para cantar, dançar, sentir, amar, gritar bem alto: eu sou feliz!

No dia 23 eu usei preto;
observei longos minutos as cores do avô Nearco, abracei amigos de longas datas, fiquei doente, comi chocolate, McDonalds e lasanha verde; senti saudades do meu pai, ganhei livros de moda, um pacote imenso de m&m´s e uma bolsa linda; ganhei champagne no meio da rua e gritos de parabéns da madrugada; descobri que eu posso amar se me entregar, pois um mundo de possibilidades se apresenta na minha frente... etc.

No dia 23 eu sai da água morna que me protegia dos meus sonhos e conquistas.
Respirei o ar fresco e estimulante de uma nova era,
quando ninguém mais me fará mergulhar em águas turvas novamente.

Hoje eu encontrei a minha paz.

Feliz aniversário para mim, finalmente.

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