Confesso que, apesar de ter me tornado uma pessoa extremamente discrente quanto às ocasionalidades do amor, ainda possuo algum romantismo dentro de mim.
Mais que isso, ainda me pego sentindo certas coisas sobre o destino.
Coisas que acontecem por diversas razões e que, naquele momento, fazem parte de armações e arquitetações de algo maior.
Há dois dias, numa discusão calorosa, propus que ele passasse um mês sem falar comigo.
Para assim avaliar se sentia a minha falta, se ainda gostava de mim.
Pitoresco, ridículo e desesperado, sim. Mas não sou das melhores quando o assunto é: não se humilhe diante de algo que você sabe que vale a pena.
Obviamente, que pela minha natureza ansiosa e impulsiva, um mês na expectativa de alguma manifestação é tortura por demais. Meu aniversário está chegando, em menos de um mês eu assopraria vinte e duas velinhas que supostamente seriam felizes, mas o peso da dúvida apagaria um dia especial.
Contudo, prefiro ter alguma esperança do que deixá-lo ir de vez.
Eis que hoje, depois do comer uma comidinha chinesa no shopping com mamãe, vou abrir muito desanimadamente meu biscoito da sorte.
Antes de tudo, gostaria de fazer um breve comentário sobre o meu histórico com a tal sobremesa.
Como eu disse antes, estou muito discrente, até mesmo para as peças pregadas pelo destino. Mas eu não era assim. Pode-se dizer que sempre fui superticiosa e ligada naquelas coisas todas de horóscopo, sinais, sapatos virados para cima, mensagens de biscoitos da sorte...
Se estivesse triste e de repente começasse a tocar na rádio alguma música na qual a letra dissesse "não fique triste, tudo vai passar", eu achava que era um sinal, uma coicidência cósmica.
Bobagem? Sei lá.. acho que assisto muita comédia romântica. O fato é que a minha sorte sempre tem tudo a ver com o momento. SEMPRE.
Mas enfim, voltando ao almoço...
Mordo o biscoito e tiro o papelzinho, que diz: mês propício para o exercício da paciência e do bom humor.
Eu começo a rir, gargalhar!
Me sinto como uma protagonista de algum filme independente, cheio de reviravoltas e acontecimentos dramáticos. Mas que em determinados momentos, levam o espectador além do casual e esperado. Um simples momento de coincidência, que nos leva a criar uma esperança um tanto ingênua sobre as coisas da vida.
Guardei o papel. O levarei comigo para sempre.
E tentarei fazer o que me aconselha.
Aliás, farei o que for preciso, para que passado um mês, ainda exista algum amor e vontade de ficar.
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