Hoje foi o segundo dia em toda a minha vida que acordei, tomei um banho, me maquiei sem vontade, escolhi uma roupa qualquer e saí de casa para um velório.
E é a segunda vez que percebo o quanto não sei lidar com a morte.
Por que mesmo que as pessoas vão-se embora? Jamais me acostumarei com isso.
Acabei entendendo que certas coisas são misteriosas na vida.
Não adianta tentar compreender, talvez somente algo além de nós possa explicar.
Precisamos apreciar cada momento como se fosse o último, pois nunca sabemos quais deles realmente serão os últimos. Isso é um clichê barato, eu sei. Mas também aprendi que é a mais pura verdade.
Mostrar o quanto amamos as pessoas é um exercício diário. Portanto, não hesite! Exercite!
Procure aproveitar o bom da vida,
e não esqueça de o que é mais importante nessa jornada, é amor.
Um comentário:
O grande problema e a grande dor é notar que você sabe lidar com a morte, que ja se tornou algo banal, que existe apenas o desapego. Eu não consigo lidar bem com o adeus, nem com o desapego nem com o fato que tudo que amo é apenas um efemero suspiro, mas a unica coisa descente que posso fazer é me agarrar bem as minhas reliquias, memorias e aprecia-las o maximo possivel e cuidar pra que meu antiquario esteja cada vez mais abarrotado.
Sobre os misterios, acho que é uma mera invenção, uma alienação para ser exato, um buraco dimensional para um lugar intocado. Eu ja olhei a vida sem poesia, sem musica, sem significado e vi apenas vida,sofrimento,crescimento e morte. Metaforicamente falando é uma lagarta que luta uma vida inteira para ser uma borboleta por um breve e fulgaz momento. Talvez assim seja toda a vida lutamos, sobrevivemos e sofremos para talvez um dia vermos o verdadeiro tamanho do mundo e não simplesmente o mundinho rastejante e nesse lampejo desaparecer.
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