Então, ai se foi mais um dia dos namorados.
O segundo em mais ou menos oito anos, que passo solteira.
Digo solteira, mas sei que não é bem assim.
Apesar de que estar querendo me livrar dessa situação enrolada que,
a cada dia mais, parece não ter jeito.
Percebi que não senti aquela tristeza de antes,
a agústia venenosa de não ter alguém especial para comemorar a tal data,
alguém que queira estar com vc, encher a boca para te chamar de 'namorada',
alguém que não tenha medo de se comprometer, e principalmente,
alguém que realmente te ame.
Aquela raiva infundada, a vontade de jogar pedras e dar tiros em casais felizes morreu.
Uma evolução?
Taí... não sei.
Porque confesso que uma pontinha de desconforto existiu.
Estou em São Paulo, cidade gigantesca, passando frio (muito frio, tipo 10ºc), e pela grandeza e superpopulação da cidade, passei o dia vendo casais.
De toda cor, credo, tamanho, estilo, sexo, jeito...
Na hora de jantar fora com os primos, fomos a uma pizzaria lindíssima em Vila Mariana,
e entre um pedaço e outro, no meio de uma conversa estranha, recheada de piadas sem graça,
ao fundo a Whitney Huston gritava 'Will Aways Love You': " and IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII i IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII WILL AWAYS LOVE YOUUU UUUU OHHHH"
ok né?
Dizer que não incomoda é mentira.
Dizer que não se quer receber um mimo, um carinho, um telefonema, uma mensagem,
um abraço, um beijo demorado,
é mentira.
No fundo, todos queremos e precisamos de um pouco de romantismo e amor.
Por isso, apesar de minha frieza, do meu descontentamento, do meu desânimo, da minha ceticidade e birrentisse,
também sinto falta dessas coisas.
Feliz dia dos namorados ( pois ainda devem estar namorando ) para todos aqueles que são felizes, realizados e amam incondicionalmente.
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