*
Tenho um cigarro para passar o tempo,
uma mão no bolso,
cabelos ao vento,
o olhar distante fita o horizonte
aonde mesmo eu quero chegar?
Nos pés descalsos corre areia,
o mar toca a ponta dos dedos,
uma sensaçao que até então eu não conhecia,
a liberdade que agora me consumia.
Diante dos medos somos frágeis.
Diante da morte, quase impotentes.
Até onde mesmo eu posso chegar?
Diante da felicidade somos indiferentes?
Aqui o barulho das ondas fala mais alto,
meu coração quase não se escuta,
o pensamento vaga mundo afora,
o que me consola não é nada adiante.
Pois desde agora sou teimosa,
e desde sempre sou mutante.
*
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