domingo, 1 de fevereiro de 2009

Essa mulher...



Você pode se perguntar: por que essa mulher é tão complicada?
Você pode pensar em vários motivos, alguns deles até podem ser verdadeiros,
mas outros não têm nada a ver.
A grande maioria das pessoas pensa que eu sou neurótica, exagerada, indecisa, confusa, feminista, enxamista, pragmática, hiper sensível, cética, impulsiva, e, claro, louca de pedra.
Só que não é bem assim. Não sou tão piscicótica quanto todos pensam.
No fundo, existe uma insegurança quase infantil, uma inocência que você pode até não acreditar, mas que muitas vezes me coloca em situações difíceis.

Eu adoro comer algodão doce, pizza com as mãos e passar o dedo na cobertura do bolo; adoro as animações da Pixar, em outra vida fui Alice e não vejo nada de estranho no mundo do Jack; acho que a Alanis, Marisa e Amy cantam para mim, até choro quando alguma frase me faz ter certeza; me identifico com princesas aprisionadas em torres, seus amores esperados, e quase irrealizáveis.
No muito de louca que tenho, na maior parte sou sonhadora.

Muitas das vezes em que sou mal interpretada, fico tentando entender o porquê.
Chego à conclusão de que sou uma pessoa controversa.
E mesmo quando acredito piamente que o diabo é quem bota energia no meu coro, me pego indo à missa num domingo qualquer.
Sendo assim, passei a ter mais paciência com as más opiniões ou interpretações sobre o meu eu. Acontece que, em algum momento, e eu nao sei bem qual, cansei de ter que me explicar.
Sei que estou fazendo isso agora, mas espero que seja pela última vez. Espero.
A questão é que, como com a maioria dos indivíduos, você tem que realmente me conhecer para me julgar. Ás vezes, mesmo me conhecendo, me julgar não seria aconselhável.
Seriam raras as vezes que eu julgaria você, acredite.
Me conhecer não significa ter meia dúzia de conversas, sair por duas semanas, dividir alguns drinks, ou talvez um lado da cama. Me conhecer é conviver comigo. Por um bom tempo.

Porque as aparências enganam e certas pessoas podem ser surpreendentes. Ou talvez, simplesmente valha a pena conhecer alguém que além de ser Carrie Bradshaw, Alice, Cristina, Viviane, Andrea Sachs, Elisha Cuthbert, dentre outras, seja 'a little bit of everything all roled into one.'


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Um comentário:

Anônimo disse...

Bia, como vc escreve bem! Parabens.
Vou entrar nos sites e lhe digo alguma coisa.
beijinhos