sábado, 3 de janeiro de 2009

Primeiro post de 2009. E ainda no embalo do post passado, falemos de permitir-se envolver-se com coisas que podem fazer bem.

Eu precisava ficar só. Na virada, não ter aquela coisa toda de abraços, desejar feliz ano novo, brindar com os familiares, amigos e com a galera da mesa do lado; dançar músicas da época dos meus pais, beber umas cinco taças de champagne e adormecer nas cadeiras, depois ser carregada por um tio.
Eu queria ficar sozinha em casa, com meus gatinhos, ouvir os fogos ao longe, receber mais um ano que nada mais é do que mais um dia. A madrugada entre o dia trinta e um e o dia primeiro.
Encarar como uma coisa simples, e não uma grande festa. No dia seguinte eu estaria do mesmo jeito, não teria ficado mais bonita, mais magra, não teria ganhado na loteria, não teria mudado nada.
O fato é que decidi que era melhor ficar sozinha no paraíso do que em casa. Fui para uma praia, ficar na casa de uns conhecidos com minha família. A parte boa foi que um casal de amigos meus estava em uma casa no mesmo lugar, com outros casais (parte ruim).

Estar solteira é muito bom. E eu sempre fui do tipo solteira sim, mas sozinha jamais. Porém, para tudo tem sua primeira vez. Estreei minha solidão na solteirisse. Numa praia paradisíaca, em pleno reveillon, com seis casais hiper legais, diga-se de passagem.

Para todo canto que íamos, eu era o mascote, o acompanhamento diante do prato principal, a coadjuvante, e talvez um pouco intrusa, porque existe uma coisa que todo casal tem: aquela coisinha de casal. Aquela coisinha chata de estar sempre junto, de fazer tudo junto, de um casal enter o outro, quando um pega na mão da namorada, dai o outro também pega, essas coisinhas.
Em qualquer outro momento da minha vida, eu ficaria de mau humor, agourenta, e arggg! Mas você, que deve me conhecer, acredita que eu fiquei 'de boa'?
Nem triste, nem com raiva, nem chateada, nem nada. NADA. Não senti nada. Eu estava comigo mesma e isso já era ótimo. Tomei sol, caminhei na praia, fui para as festas, dancei, bebi, beijei (opa)! Tive bons momentos, mesmo não fazendo parte de um casal. AMEI. Descobri que ser feliz consigo é MARA! A virada foi tranquila, sem fortes emoções, com poucos abraços e muita bebida. Do jeitinho que eu queria.

Para completar, fiz novas amizades. Pessoas ótimas, casais queridos.

No fundo, valeu a pena ter ido para a praia. Precisava ficar só e foi isso que aconteceu. Mesmo rodeada de gente, eu estava sozinha. Eu e eu, uma dupla genial e feliz.
Comecei um ano diferente. Nisso eu acredito. Porque algo mudou, pela primeira vez.
Não fiquei mais bonita, nem ganhei na loteria, mas fiquei mais madura e passei a me amar mais. Houve um crescimento pessoal, e isso é super válido.


Feliz ano novo e diferente!

*

Um comentário:

J. Lira disse...

Esse post tá transbordando sinceridade, calmaria e felicidade. Dizem que o primeiro dia do ano é fundamental para caminhar por todos os outros dias seguintes. Bom, sendo assim, invejo(a inveja linda, hehe) você, Bia Guedes.