Hoje é dia 14.
Eu ainda deveria me prender à isso?
Ao que?
A tudo o que o número 14 me remete...
Confesso que já não sinto o mesmo frisson.
Virou mais uma questão talvez superticiosa do que especial. Mas o fato é que ainda existe uma certa magia em torno desse número específico.
De todas as coisas do mundo, essa é a que mais me lembra você.
A simples forma, desenho, pronúncia. 1 + 4 = 14. Sim.
Para ser mais precisa, 1+1= 2 e 2 = 14.
Pela simples (não tão simples) soma me sinto na obrigação de me manifestar. Uma palavra, uma mensagem, um texto... qualquer coisa. Me conforta. Mesmo dentro do meu egoísmo auto destrutivo, sei que te conforta também.
Mas não espero que seja uma forma de conformismo com a situação atual.
Não sei o que espero, se é que espero alguma coisa.
Poderia ser um amuleto. Da sorte? Da vida...
Eu poderia sim me prender às coisas que vêem com o 14. Mas viver de lembranças é muito nostálgico, até mesmo para mim. Algumas nem são tão boas quanto deveríam.
Então, vivamos de novos e atualizados conceitos do 14. Se o último não foi um dia bom, façamos com que esse seja. Saibamos reconstruir o que não foi totalmente destruído.
Saibamos reconhecer nossos limites, nossas dores, nossas mágoas. Não passemos por cima do que não sabemos lidar.
Cultivemos a beleza que o 14 tem. Não as manchas que quedaram-se irreversíveis ao longo do tempo, mas coisas como a vontade subta e inevitável de uma palavra, uma mensagem ou um texto.
Feliz dia 14 pra mim, e pra você.
*
Um comentário:
o bom é tirar o que foi e reparar na magia do que ficou, se possível...
:***
SAUDADE
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