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Não sei se quero escrever
sobre as coisas que agora me consomem,
sobre o medo que sinto do futuro, sobre a minha solidão.
Não sei se quero que os outros saibam o quanto estou miseravelmente triste,
me prendendo às pequenas coisas, voluntariamente,
só para ver se consigo me livrar de todo o resto.
Não sei se posso mesmo fazer tudo aquilo que todos me dizem que devo.
Não sei até que ponto estou realmente sã e até que ponto aguentarei para não ceder à loucura.
Não sei se quero voltar ao ponto de partida, nem se quero ficar por aqui, por mais um tempo.
Não sei que vou gostar mais de mim quando perceber quem realmente sou,
nem sei se gosto de mim agora que sei quem não sou.
Não saber pode ser mais benéfico... do que ter certezas sobre si.
Existem alguns benefícios da dúvida.
Se essa não nos corroe, insistentemente, novamente e novamente.
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Um comentário:
são ciclos, amiga. ciclos disso que a gente chama de vida.
vinícius de moraes já dizia que é melhor viver do que ser feliz.
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