sexta-feira, 25 de julho de 2008

De Acordo

No fundo, preciso me convencer de que não nasci pro amor.
Todas as minhas tentativas mal sucedidas de relevar as pequenas e grandes coisas dos relacionamentos deveriam ter algum resultado, ainda que não benéfico.
Não sei porque ainda insisto nessa loucura, homens e mais homens que entram e saem da minha vida, deixando um rastro estranho, perseguindo meu futuro...

Depois de ontem, decidi jogar tudo pro alto.

Tantos telefonemas, cartas que não mandei, fotos guardadas, visitas, tardes ao som de Marisa ou Caetano, boêmia, taras, pensamentos, sorvetes, jantares...

Não consigo me desfazer dos detalhes... Na memória, no dia-a-dia, nas horas que passam tão devagar...

Preciso me convencer de que não vou mudar. Tentar ser alguém moderninho, compreensivo demais, aceitando que os homens são assim mesmo, que é a natureza.
Algumas vezes, por mais que pareça o contrário, eu me importo.

Bobagens, bobagens!
Dizem que nós, mulheres, nos importamos demais.
Mas a verdade é que temos um ideal das pessoas, do relacionamento em que estamos.
Quando penso nisso tudo, me sinto boba.

É uma idéia a se amadurecer.
Obviamente que é difícil aceitar o fato de que todas as suas amigas vão se casar e que você estará lá no casamento de todas elas, que você vai morar sozinha num apartamento minúsculo, com vista pro parque, com dois gatinhos e mil livros nas estantes.
Mas é melhor encarar a verdade do que se magoar cada dia mais tentando fazer dar certo algo que não é para você.

Depois de ontem, não quero mais viver das incertezas.
Essa paranóia de monogamia é enganação,
Hipocresia demais faz mal ao coração,
Abrir os olhos agora é melhor do que nunca fazer nada,
Antes só do que mal acompanhada.




Um comentário:

Unknown disse...

tu adora a palavra boêmia. Já notei, ja notei. :D